Esse post é a introdução de uma série sobre jogos indie que eu vou escrever pro Randão. A cada post, vou falar de um jogo ou uma série de jogos indie, fazendo uma avaliação (sem nota, isso é babaquice).
Quando falamos de games, é normal pensarmos nos jogos das grandes empresas. Alguns pensam no "wing eleven", outros em Street Fighter, Tekken e Soul Calibur, outros na série Final Fantasy. Porém, muitos não conhecem o "sub-mundo" dos jogos, os jogos independentes, mais conhecidos como indie. Favor não confundir o indie de jogos com o indie da música. Diferente das bandas indie, os jogos indie não são uma merda.
Há muito tempo atrás, na época da galáxia distante, do Space Invaders e do Tetris, os jogos eletrônicos eram criados de uma forma bem diferente da atual: um sujeito, trancado num porão cheirando a mofo, cheetos, coca-cola e fluidos corporais, digitando com os dedos engordurados num teclado, progravama em uma tela preta. É normal que os jogos indie sejam feitos de uma forma parecida, só que com tecnologia mais avançada e sem camisas quadriculadas (...eu acho). Claro, há também a categoria de jogos indie feitos por empresas.
E aí você se pergunta: "Tá, mas o que tem esses jogos indie que os jogos feitos por grandes empresas não tem?", e eu respondo: principalmente liberdade criativa. Em grandes empresas, o sujeito do cheetos supracitado não pode apresentar um projeto sobre uma minhoca gigante que engole pessoas no deserto sem os executivos pensarem duas coisas, em ordem aleatória, dependendo da ambição do mesmo: "...WTF?" e "Isso vai me dar dinheiro?".
Claro que projetos criativos são financiados pela indústria, mas são relativamente raros, e feitos em sua maioria por caras que tem moral (Hideo Kojima é um exemplo). A indústria está soterrada de "continuações" que consistem no jogo anterior com pequenas alterações nos gráficos e times novos (estou falando de você, Madden) e jogos formulaicos (estou falando de vocês, 2103128932 rpgs japoneses genéricos, FPS's de "Space Marine" e da Segunda Guerra Mundial).
Os jogos indie se propoem a reviver aquele ar de novidade e criatividade que existia nos jogos mais antigos. Alguns deles também visam aproveitar melhor as possibilidades da mídia, saindo daquela coisa de "games como filmes" e partindo pra interatividade de verdade.
Um problema relativo é a falta de financiamento, o que faz com que esses jogos não tenham gráficos tão bons quanto os da indústria "real". Existem exceções, a maioria feitas por empresas, mas muitos jogos indie escolhem ir ou pelo terreno da nostalgia (gráficos pixelados, 8-bit) ou pela arte (cenários e personagens desenhados).
Em termos de gênero, temos muitos jogos de plataforma e tiro, mas a variação é bem grande. Gêneros mais desconhecidos como Interactive Fiction (jogos de texto) e roguelike (andar por dungeons feitas de texto. é, texto.), entre outros, são muito bem representados, e existem comunidades grandes que tratam só deles. Outro desses gêrenos diferentes é o de Physics, que tem a física como fator predominante, e tem como maior representante o The Incredible Machine. Um dos mais novos e famosos desse gênero é o Crayon Physics, que pede ao jogador para desenhar coisas na tela para fazer uma bola tocar uma estrela (???).
Nos próximos posts, vou tentar escolher os melhores jogos indie, passando por vários gêneros. O próximo post será sobre um jogo de plataforma chamado Cave Story, um dos mais famosos e adorados da comunidade indie.



2 comentários:
Conheço praticamente nada de jogos criados por esses seres bucólicos, mas o que você falou é uma verdade dolorosa:Pessoal tá perdendo a criatividade. Não tem UM jogo de sucesso que não ganhe sua continuação no ano seguinte, e o mesmo acontece pra filmes, livros, quadrinhos e whatever.
O resultado disso é cada vez jogos mais genéricos, com menos tempo de jogo, e multiplayer mais elaborado. Sim, é legal pra caralho juntar seus amigos e ficar jogando online, mas confesso que as vezes sinto falta de uma coisa mais original, sei lá.
Naquelas, né.
Pois é, hard. Isso acontece com toda indústria que cresce demais. O troço começa a dar dinheiro e a criatividade vai pro buraco em prol do lucro.
Mas relaxe, sempre tem espaço pra criações independentes, e no caso dos games há comunidades inteiras sobre isso. Uma coisa que eu esqueci de mencionar e que talvez seja boa pra outro post é que os jogos indie tão recebendo um tratamento melhor depois do sucesso do Portal, que foi baseado num jogo (que eu esqueci o nome) feito por dois universitários (mais indie impossível). A rede de cada console agora tem um espaço pra jogos menores, o que permite aos caras/grupos de pessoas fazerem jogos sem gastar muita grana, com um espaço de divulgação bem maior.
Claro que ainda tem seus problemas, vide os jogos do XBOX Live Arcade, que não tem critério nenhum pra entrada de jogos, fazendo com que tenha muito mais jogo ruim do que bom.
Mas é isso aí, o futuro promete bastante pros jogos indie, e os "seres bucólicos" provavelmente nunca vão parar de fazer aqueles jogos com um quê a mais, criados pelo puro prazer de criar.
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