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Hot Fuzz - uma ode ao Cinema de verdade

quinta-feira, 31 de julho de 2008


Você está cansado de ver aqueles filmes de ação para garotinhas, onde a violência real é substituída por seqüências ruins feitas em computador? Sente saudades de personagens realmente legais e não manequins carecas feito o Vin Diesel? Pois aparentemente os produtores de Hot Fuzz (ou Chumbo Grosso, como é conhecido em português) também sentiam falta. Nesse caso estamos falando do diretor Edgar Wright e dos atores Simon Pegg e Nick Frost, que já haviam realizado Shaun of the Dead (ou Todo Mundo Quase Morto, como foi batizado por aqui), um filme que parodiava os filmes de zumbis. Desta vez, eles resolvem parodiar aqueles filmes de ação ruins como Caçadores de Emoção, Bad Boys II, Dirty Harry e Máquina Mortífera, criando o que eles chamaram de um “filme de ação tipicamente britânico”.

O filme conta a história de um policial londrino chamado Nicholas Angel, um dos “melhores no que faz”. Após se esfaqueado por um papai noel (numa ponta do diretor Peter Jackson), seus superiores decidem transferi-lo para uma cidadezinha pacífica do interior, chamada Sandford. O motivo? Angel era tão bom no seu trabalho que fazia seus colegas parecerem incompetentes. Para piorar sua situação, sua namorada (numa outra ponta, agora de Cate Blanchett) ainda decide terminar a relação, já que Nicholas só dá atenção ao seu trabalho. Já transferido para Sandford, surge seu novo parceiro: Danny Butterman, um completo idiota, que está por lá apenas porque seu pai é chefe de polícia. Porém, Nicholas Angel logo irá descobrir que por trás da apática Sandford existem muitos segredos ocultos.

Todo esse enredo é calcado em diversas piadas hilárias. Os diálogos são afiados e todo o filme tem um clima absurdo hilário. Porém, o maior mérito de Hot Fuzz, é que ele não só é uma paródia, mas também um excelente filme de ação, utilizando todos os clichês do gênero em seu benefício (diferente de Showtime por exemplo, que possui o mesmo objetivo, porém fracassa miseravelmente). E parece que os criadores não se esqueceram The Shaun of the Dead, já que o filme possui partes bastante sangrentas, não tendo medinho de censuras altas, como os filmes de hoje em dia.


Ok.

Pode ser que esse review não lhe tenha convencido ainda. Mas existe algo que fará:

IMHO: Malvados

sábado, 26 de julho de 2008




A primeira webcomic que eu li enquanto ainda era uma criança inocente (e li por tabela, enquanto ficava vendo meu primo desbravar a internet com um K6 II) foi Malvados, do André Dahmer. Eu lembro que demorei pra conseguir diferenciar o Malvadinho do Malvadão e não vi muita graça nas piadas que consegui ler enquanto tentava acompanhar a velocidade de leitura do meu primo, que na época eu considerada dinâmica por ele ser 4 anos mais velho que eu.

Ok, você deve estar se perguntando o que diabos esse relato sobre minha primeira vez (ui) e a superioridade do meu primo na época tem a ver com o assunto, não é? É o seguinte, durante a minha viagem eu me deparei com o livro Malvados, lançado pela Desiderata, selo da editora Agir. Me lembrando de todas as vezes que eu revisitei o site depois da minha infância, de todas as tirinhas carregadas de humor ácido, direto, negro e ao mesmo tempo cativante, comprei o bendito livro. Planejei lê-lo somente quando voltasse pra casa, mas já no hotel comecei a folhear algumas páginas enquanto não fazia nada: nas idas ao trono, na rodoviária esperando o ônibus... Quando dei por mim as 112 páginas já tinham ido pro saco, tanto as tirinhas quanto o prefácio, assinado pelo cartunista Nani.

"AE OTÁRIO! GASTOU DINHEIRO COM ALGO QUE TEM DE GRÁTIS NA INTERNET!!111" - Se você pensa assim, pare de ler esse post e vá se afogar no vaso sanitário mais próximo. Além do gostinho de ter algo no papel, que é de boa qualidade, num formato decente e com um preço justo, (R$27,90 no Submarino, vão lá e comprem, seus inúteis!) Malvados oferece mais de 100 páginas lotadas de críticas bem direcionadas, humor inteligente e ao mesmo tempo acessível e uma overdose de sarcasmo e ironia.

A minha única crítica negativa é a falta dos comentários em cima das tiras, que por vezes são mais engraçados que as próprias, mas isso não é o suficiente para impedir que o livro seja uma obra muito divertida de se ler.

"Mas cara, o 360 não tem FFXIII..." NOT

segunda-feira, 14 de julho de 2008

Sonystas, chorem.

Quentinho da conferência da Microsoft na E3: Final Fantasy XIII vai sair pra XBox 360. Mas FFXIII não era exclusivo? Tomem, istas.



Agora só falta sair uma versão especial de MGS4 pra 360 com mais de 200 horas extras de cutscenes pra causar suícidios em massa de sonystas...

Fonte: Kotaku

"Who watches the Watchmen" indeed!

domingo, 13 de julho de 2008


Uma rapidinha antes deu ir viajar e voltar pra ver o blog abandonado às mosc... er... então, de acordo com o Universo HQ, antes do tão aguardado (por mim, pelo menos) Batman: The Dark Knight (O Cavaleiro das Trevas), será exibido o primeiro trailer de Watchmen, que é dirigido por Zack Snyder, o cara de 300.


Outros trailers também serão exibidos (d'oh), entre eles Terminator Salvation, primeiro filme da franquia 'Exterminador' que não terá O Governador como protagonista, mas sim o Christian Bale, e um tal de Body of Lies, que eu nunca ouvi falar.

Who you gonna call?

quarta-feira, 9 de julho de 2008

Foi anunciado pela Tokyopop (pra quem não sabe o que é, como eu não sabia há 2 minutos atrás, é uma publicadora de mangás) que um mangá de Ghostbusters (Os Caça-Fantasmas) com 192 páginas será lançado.





Depois de ver o preview acima a única coisa que eu pude pensar foi: wat. Como se já não bastasse manchar de uma maneira bizarra parte da minha infância com 'Turma da Mônica' versão mangá agora eles vão difamar um ícone dos anos 80 com essas adaptações completamente desnecessárias?

Ok, deixando a nerd rage de lado, uma notícia um pouco menos perturbadora: esse desastr..er.. esse mangá vai chegar nas bancas (estrangeiras, é claro.) em outubro, no mesmo mês em que Ghostbusters: The Game será lançado (para Xbox 360, PlayStation 2, PlayStation 3, Nintendo DS, Wii e PC). Como o jogo foi escrito por dois atores dos clássicos filmes, Dan Aykroyd e Harold Ramis (que interpretavam Raymond Stantz e Egon Spengler, respectivamente.), eu espero algo um pouco menos bizarro do que o mangá.

Algumas screens do jogo:







O jogo contará com as vozes de todos os GB originais, incluindo, além dos dois já citados, Bill Murray e Ernie Hudson.

IMHO: Praise To The War Machine

terça-feira, 8 de julho de 2008


Praise To The War Machine é o projeto solo do vocalista Warrel Dane (Ex-Sanctuary, atualmente no Nevermore). Eu me interessei por esse álbum quando li que Dane tinha dado uma declaração que não faria sentido lançar um álbum solo com músicas que poderiam ser lançadas no Nevermore, ou seja, que PTTWM viria com coisas novas e que se diferenciaria bastante de Nevermore.

Apesar das influências claras de Nevemore no decorrer do álbum, várias grandes diferenças são notadas, desde influências góticas, mais facilmente notadas na música "Lucretia My Reflection" (cover de Sisters of Mercy), até guitarras pesadas com solos 'velozes e virtuosos', como na música "The Day The Rats Went To War".

Outro grande destaque do CD são as letras, que abordam de maneira crítica temas como perda de fé, depressão e auto-destruição, encorajando todos a verem a vida de uma maneira menos dramática. Também há criticas feitas a guerras e a destruição que elas causam, como o próprio nome do álbum já sugere. Na minha humilde opinião (hã hã.), a melhor música, tanto em melodia quanto em letra, é "Brother", que de acordo com o próprio Warrel Dane tem uma grande importância pessoal, já que ele canta sobre si mesmo e sobre sua relação perturbada com seu próprio irmão.

Nesse álbum Warrel trabalhou com músicos de um calibre fodão, como o guitarrista/baixista Peter Wichers (ex-Soilwork), o guitarrista Matt Wicklund (ex-Himsa) e o baterista Dirk Verbeuren (Soilwork). Se você gosta de Heavy Metal com influências variadas, como progressivo, e um pouco de gótico (sem nada do tipo 'eu tenho que me matar, ai meu Deus como o mundo é triste.), Praise To The War Machine vai ser um daqueles CDs que você coloca pra tocar e repetir sem se enjoar. Agora se você é mais chegado em guitarras pesadas, uma bateria puxada para o Trash Metal e um som mais 'barulhento', eu recomendo que você fique com Nevermore, mas não custa nada dar uma OLSSADINHA no PTTWM, não é?

Jogos Indie - Introdução

N, um jogo indie que contém ninjas e ouro. Precisa mais?

Esse post é a introdução de uma série sobre jogos indie que eu vou escrever pro Randão. A cada post, vou falar de um jogo ou uma série de jogos indie, fazendo uma avaliação (sem nota, isso é babaquice).

Quando falamos de games, é normal pensarmos nos jogos das grandes empresas. Alguns pensam no "wing eleven", outros em Street Fighter, Tekken e Soul Calibur, outros na série Final Fantasy. Porém, muitos não conhecem o "sub-mundo" dos jogos, os jogos independentes, mais conhecidos como indie. Favor não confundir o indie de jogos com o indie da música. Diferente das bandas indie, os jogos indie não são uma merda.

Há muito tempo atrás, na época da galáxia distante, do Space Invaders e do Tetris, os jogos eletrônicos eram criados de uma forma bem diferente da atual: um sujeito, trancado num porão cheirando a mofo, cheetos, coca-cola e fluidos corporais, digitando com os dedos engordurados num teclado, progravama em uma tela preta. É normal que os jogos indie sejam feitos de uma forma parecida, só que com tecnologia mais avançada e sem camisas quadriculadas (...eu acho). Claro, há também a categoria de jogos indie feitos por empresas.

E aí você se pergunta: "Tá, mas o que tem esses jogos indie que os jogos feitos por grandes empresas não tem?", e eu respondo: principalmente liberdade criativa. Em grandes empresas, o sujeito do cheetos supracitado não pode apresentar um projeto sobre uma minhoca gigante que engole pessoas no deserto sem os executivos pensarem duas coisas, em ordem aleatória, dependendo da ambição do mesmo: "...WTF?" e "Isso vai me dar dinheiro?".


Death Worm: uma minhoca gigante controlada pelo jogador + pessoas = sucesso

Claro que projetos criativos são financiados pela indústria, mas são relativamente raros, e feitos em sua maioria por caras que tem moral (Hideo Kojima é um exemplo). A indústria está soterrada de "continuações" que consistem no jogo anterior com pequenas alterações nos gráficos e times novos (estou falando de você, Madden) e jogos formulaicos (estou falando de vocês, 2103128932 rpgs japoneses genéricos, FPS's de "Space Marine" e da Segunda Guerra Mundial).

Os jogos indie se propoem a reviver aquele ar de novidade e criatividade que existia nos jogos mais antigos. Alguns deles também visam aproveitar melhor as possibilidades da mídia, saindo daquela coisa de "games como filmes" e partindo pra interatividade de verdade.

Um problema relativo é a falta de financiamento, o que faz com que esses jogos não tenham gráficos tão bons quanto os da indústria "real". Existem exceções, a maioria feitas por empresas, mas muitos jogos indie escolhem ir ou pelo terreno da nostalgia (gráficos pixelados, 8-bit) ou pela arte (cenários e personagens desenhados).

Em termos de gênero, temos muitos jogos de plataforma e tiro, mas a variação é bem grande. Gêneros mais desconhecidos como Interactive Fiction (jogos de texto) e roguelike (andar por dungeons feitas de texto. é, texto.), entre outros, são muito bem representados, e existem comunidades grandes que tratam só deles. Outro desses gêrenos diferentes é o de Physics, que tem a física como fator predominante, e tem como maior representante o The Incredible Machine. Um dos mais novos e famosos desse gênero é o Crayon Physics, que pede ao jogador para desenhar coisas na tela para fazer uma bola tocar uma estrela (???).


Crayon Physics: o jogador desenhou a rampa azul, a barra vermelha e a bolona azul.

Nos próximos posts, vou tentar escolher os melhores jogos indie, passando por vários gêneros. O próximo post será sobre um jogo de plataforma chamado Cave Story, um dos mais famosos e adorados da comunidade indie.

IMHO: Os Mortos-Vivos

domingo, 6 de julho de 2008

Capa da primeira edição, formato 16,5 x 24cm

O gênero dos Zumbis sempre foi amplamente explorado, seja em games (Zombies Ate My Neighbors, Resident Evil), filmes (Extermínio, Madrugada dos Mortos) e também em HQs. Um dos mais novos lançamentos de quadrinhos nessa área aqui no Brasil é a obra de Robert Kirkman (autor de Battle Pope): Os Mortos-Vivos (The Walking Dead, no original).

Apesar do nome não muito original, logo de cara você já se surpreende com um prefácio te advertindo que, ao contrário do esperado, essa HQ não é sobre zumbis, mas sim sobre a sociedade e a sua reação perante a morte iminente. E de fato é exatamente isso que Os Mortos-Vivos nos traz. O tema é abordado de uma maneira nova, deixando os zumbis como personagens completamente secundários. O grande foco são os relacionamentos estabelecidos entre os sobreviventes, as decisões que são tomadas para garantir a segurança de todos e até mesmo o questionamento sobre os direitos femininos.

Saindo do roteiro e indo para o lado visual, Os Mortos-Vivos surpreende por ser uma HQ em tom cinza, completamente sem cores, o que ajuda na criação do clima de suspense que envolve toda a trama. O traço de Tony Moore encaixa-se de uma maneira extraordinária no clima proposto pra HQ, clima que é mantido por Charlie Adlard do segundo arco de histórias em diante.

Se você gosta de zumbis, pitadas de humor bem colocadas, ação e, por vezes, muitos diálogos (mesmo que nem sempre sejam de qualidade), Os Mortos-Vivos é uma obra obrigatória na sua coleção.