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Jogos Indie - Knytt

terça-feira, 30 de setembro de 2008

Knytt é um joguinho humilde, daqueles raros, que conseguem encantar sem usar muitos recursos. O nome do jogo significa "pequeno" em finlandês, o que não é uma coincidência.

A regra aqui é minimalismo. Enquanto os jogos "mainstream" gastam um tempão mostrando cenas pra contar uma história, Knytt conta a sua em menos de um minuto. Depois, somos colocados em um mundo, e temos que explorá-lo sem muita noção de qual o objetivo. Um dos botões solta uma luz do personagem, estilo Shadow of the Colossus, indicando alguma coisa. Isso cria a sensação de objetivo, e o jogador segue a luz.

Enquanto andamos atrás da luz, é difícil não perceber a beleza do mundo do jogo. Cada tela parece ter sido criada com a maior atenção, cada detalhe feito de forma a concordar com o resto.

Outra coisa interessante são os personagens. Não é possível falar com eles, mas isso não faz a menor diferença. Às vezes, é legal só parar o jogo pra poder ficar observando-os. Alguns saem de suas casas, andam, voltam. Outros ficam sentados pescando. Uma delas fica sentada numa colina em cima de um lago, olhando pra algum lugar. Não se sabe se ela está esperando alguém, vendo alguma coisa, ou só sentindo o clima, mas não há necessidade de saber. São essas coisas que tornam Knytt um jogo raro e diferente de todos os outros.

Não menos importante é a música. Ela é de uma serenidade fantástica, e se mescla com a beleza dos cenários, só aumentando o valor da experiência. Recomendo que qualquer um interessado em jogar o faça com o volume bem alto.

A luz nos leva a uma peça da nave, e descobrimos que é necessário pegar todas as peças pra terminar o jogo. Depois de um tempo, fica evidente que a graça não está no objetivo, e sim na jornada para chegar até ele.

Depois de pegar a última peça, temos que voltar até a nave, tendo mais uma chance de ver os cenários e os personagens, e sentir a beleza desse mundinho. Aí temos um final bem pequeno e rápido, exatamente como tem que ser.

MK VS DC, de novo.

terça-feira, 9 de setembro de 2008




Então, como eu já tinha feito um post sobre a participação do Curinga (é, é CUringa, não Coringa, cacete.) nada mais justo do que voltar a falar do personagem e mostrar como vai ser o fatality do Heath Ledg..er..dele.


Olhem ae, numa qualidade porca do youtube:







Tem beeeeem menos sangue do que a gente está acostumado a ver em MK, mas ainda assim está bem divertido. Mortal Kombat vs. DC Universe vai ser lançado dia 10 de Novembro.

Nota do revisor: santo "fatality" de viado, batman!


Edit, já que eu não vou fazer outro post sobre esse bendito jogo, saiu a lista dos personagens.. olha ae:

Mortal Kombat
Scorpion
Sub-Zero
Sonya
Jax
Shang Tsung
Liu Kang
Raiden
Kitana
Kano
Baraka
Shao Kahn

DC Universe
Batman
Super-Homem
Mulher-Gato
Lanterna Verde
Curinga
Capitão Marvel
Flash
Mulher Maravilha
Exterminador
Lex Luthor
Darkseid


Chrono Trigger DS

segunda-feira, 8 de setembro de 2008



Eu sei que é notícia velha, mas de acordo com a nossa querida Caixa Mágica, o port remake do clássico do SNES será lançado no dia 25 de Novembro (nos U$A).

Agora nos resta esperar pra ver como será a tal 'função Wi-fi' que foi anunciada pela Nintendo, que é a única coisa que está me deixando animado nessa história toda, porque 2 dungeons novas? É só isso que eles conseguem fazer depois de tantos anos? DUAS DUNGEONS NOVAS? CADÊ OS GRÁFICOS NO ESTILO FFIV? CADÊ AS ANIMAÇÕES? CADÊ O SEU DEUS AGOR...er...digo..

Dia 25 de Novembro, nas lojas dos Estados Unidos.

IMHO: Toda Mafalda

terça-feira, 2 de setembro de 2008


Tenho que falar a verdade: a primeira vez que eu vi Toda Mafalda, eu me senti intimidado. Intimidado pelo tamanho da obra, com suas 420 páginas, e por tudo o que eu esperava encontrar ali dentro. Imaginei que iria demorar pelo menos 1 mês pra terminar de ler aquilo tudo. Uma semana depois, eu estava re-lendo todas as tirinhas já publicadas da pequena, cabeçuda, gordinha e argentina personagem de Quino.


Nas 5 primeiras páginas você encontra uma entrevista (assinada por Maruja Torres) com o tímido e pacato Quino, e nas duas próximas páginas é colocada uma pequena cronologia com tudo o que o autor passou até a publicação dos primeiros livros dele no Brasil. Com um humor próprio e característico, os personagens de Quino tecem críticas afiadas a vários problemas e, em alguns casos, também nos presenteiam com humor gratuito.


Utilizando de certos estereótipos carismáticos, Quino faz críticas que abrangem uma área enorme, que vai desde a influência da TV na sociedade até o Socialismo/Comunismo. Passado algum tempo de leitura, você acaba identificando algumas características dos personagens em pessoas que você conhece, e percebe que apesar do tempo que já passou desde a publicação das tiras o cenário mundial não mudou muita coisa. Não precisa ir muito longe, quem não sabe que a Mafalda é argentina não vê problema nenhum com as críticas, já que as mesmas servem perfeitamente para o nosso Brasil-brunil.


É através de Manolito, filho do dono da mercearia, que o capitalismo é posto em pauta e ferrenhamente criticado, utilizando de pano de fundo as várias crises que a Argentina (HA-HA!) já enfrentou. Miguelito, por sua vez, odeia a escola, e é aqui que o sistema educacional e a visão de uma criança da escola é apresentada ao leitor. Susanita é a personagem que Quino utiliza pra demonstrar a futilidade de algumas mulheres da época, que só tinham como plano de vida constituir uma família e viver em função do seu marido (infelizmente isso não continua até hoj...er..). Enfim, cada um dos personagens de Quino tem seu brilho próprio e um grande teor de 'realidade' imprimido nos mesmos. Um show a parte fica por conta de Mafalda, Guile e os Pais, que fazem parte das melhores tirinhas, seja com crítica social ou só demonstrando a inocência cômica de uma criança (o Guile querendo ver TV olhando no buraco da tomada é impagável).


Fechando o livro, está uma tirinha da Mafalda reproduzindo os 3 macacos (aqueles que toooodo emo/patty tem uma foto no orkut com os amiguxos, tapando a boca, olhos e ouvidos), e é exatamente com essa impressão que você fica ao terminar de ler toda a obra e absorver tudo o que te foi jogado na sua cara. É tão agradável, mas tão agradável, que é bem provável que se você faça como eu fiz, e comece a reler logo depois de passar os olhos pela última página.

Jogos Indie - Cave Story

sábado, 30 de agosto de 2008


Gênero: Shooter/Aventura/Exploração/etc.
Plataforma: Windows/Linux
Gráficos: 8 bit.
Músicas: 8 bit.

Agora vamos ao que interessa.

Cave Story é um jogo feito de amor, assim como Megaman 2. O primeiro Megaman não fez sucesso o suficiente pra Capcom mandar fazer uma sequência. Keiji Inafune, o criador da série, conseguiu autorização pra criar o segundo jogo contanto que ele trabalhasse em outros projetos ao mesmo tempo. O resultado foi o melhor Megaman de todos. Um jogo feito de amor, por mais ridícula que a frase possa parecer. Não discutam.

Cave Story foi criado por uma pessoa, durante cinco anos. Pixel, como o sujeito é chamado, começou a criar o jogo quando ainda era um estudante, e o terminou quando já trabalhava em um escritório. Segundo ele, sua vida inteira tinha mudado no decorrer do processo de criação do jogo.

Pixel trabalha com desenvolvimento de software, em coisas que não têm nada a ver com jogos. Ele vai pro trabalho de bicicleta, e quando volta cuida da família e da casa. Tarde da noite, ele senta na frente do computador e trabalha mais um pouquinho no seu jogo. Cinco anos.

Por isso, Cave Story é um jogo feito de amor. Amor por jogos e pela criação.

O jogo é imenso. Tem uma variedade de mapas cujo número eu não lembro ao certo, incluindo dois ou três secretos. Três finais diferentes. Nove armas bem balanceadas, mas limitadas a cinco por jogo, dependendo das decisões do jogador. Uma história bonita, bem-feita, pequena, com um cheiro de "história de videogame antigo", mas com mais sofisticação e personalidade. Como se alguém pegasse um daqueles panos de fundo e resolvesse transformar em uma história de verdade, que pudesse ser apreciada.

Mas, na verdade, isso pouco importa. Uma avaliação tradicional diria o que eu disse acima, dividido em uns cinco parágrafos, achando que isso ia conseguir passar o que o jogo é. Cave Story não precisa disso. Eu o joguei duas vezes, e em ambas esqueci de tentar pelo menos perceber o que tornava o jogo tão bom. Enquanto eu tentava passar da área secreta, à noite, eu percebi uma coisa interessante: o jogo me puxou de tal forma que o que tornava ele bom já não importava mais. O que importa é só tudo que esse jogo representa, e o fato dele existir.

Se você gosta de jogos, jogue Cave Story. Se você não gosta, jogue assim mesmo. É capaz de você perceber a razão de nós gostarmos.

Cara, cinco anos. Amor, indeed.

Chuta-Bundas

sábado, 16 de agosto de 2008



Kick-Ass, pra quem não sabe, é uma HQ (muito foda, diga-se de passagem) escrita por Mark Millar e desenhada por John Romita Jr. Publicada pela Marvel, Kick-Ass conta a história de um adolescente punhet..er..nerd, viciado em HQs, que resolve se vestir como um super herói e ir combater o crime. "NOSSA QUE ORIGINAL HEIM VÉI! NUNCA VI ISSO ANTES!". Tá, se ele tivesse poderes de aranha ou algo do tipo seria cliché, mas o TCHANS da HQ é justamente o fato dele não ter poder nenhum e apanhar feito um cão sem dono nas duas primeiras edições.

E como pessoal viu que fazer filme de HQ dá dinheiro, um filme de Chuta-Bunda já está confirmado pelo Millar, que fez um MySpace com um videozinho viral reproduzindo uma das cenas da segunda HQ. O diretor e produtor vai ser Matthew Vaughn - que levantou TRINTA MILHÕES DE DÓLARES do próprio bolso pra fazer o filme ir pra frente. Com isso já dá pra saber que o filme vai ser uma produção independente, porque os estúdios ficaram cheios de frescurite com a violência em excesso e a (falta de) idade do protagonista.

De acordo com o Hollywood Reporter o ator Christopher Mintz-Plasse está negociando sua entrada pro filme, mas não como o protagonista... Pra quem não conhece o infeliz pelo nome, ele é o cabeçudo que faz o McLovin, de Superbad.

Batman: Asilo Arkham

quarta-feira, 13 de agosto de 2008

Bem, a EA tá fazendo um jogo do Batman. Óbvio que com um filmaço daqueles, o mínimo que eles podiam fazer é arrumar um dinheiro em cima.

Acontece que a Eidos resolveu lançar o Batman deles também. Explico: a EA tem os direitos sobre os filmes, a Eidos sobre as HQs.

E qual o nome do jogo novo? Batman: Arkham Asylum.

Leia de novo.

Batman: Arkham Asylum.

Quem lê HQs sabe que Asilo Arkham é uma das coisas mais foda já inventada pela galera dos quadrinhos - Grant Morrison + Dave McKean = very, very good stuff.

Especulemos sobre isso: gráficos baseados no estilo bem peculiar de desenho do McKean, boss battles com cada um dos inimigos do Batman que aparecem na revista...
Imagina jogar com aquele Batman psicopata doidão, com o jogo explorando a idéia de que no fim das contas ele é o mesmo que os seus inimigos.

Favor ejacular fora do recinto.