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Wii Cave Story: Trailer e Updated Artworks

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Como o Uzuki já havia postado antes, Cave Story vai ganhar uma versão pra Wii. Então, sem mais blá blá blá, ae vão as imagens e o trailer:





Gravekeeper


Sue

Balrog

Miza

Toroko

Jogos Indie - Knytt

terça-feira, 30 de setembro de 2008

Knytt é um joguinho humilde, daqueles raros, que conseguem encantar sem usar muitos recursos. O nome do jogo significa "pequeno" em finlandês, o que não é uma coincidência.

A regra aqui é minimalismo. Enquanto os jogos "mainstream" gastam um tempão mostrando cenas pra contar uma história, Knytt conta a sua em menos de um minuto. Depois, somos colocados em um mundo, e temos que explorá-lo sem muita noção de qual o objetivo. Um dos botões solta uma luz do personagem, estilo Shadow of the Colossus, indicando alguma coisa. Isso cria a sensação de objetivo, e o jogador segue a luz.

Enquanto andamos atrás da luz, é difícil não perceber a beleza do mundo do jogo. Cada tela parece ter sido criada com a maior atenção, cada detalhe feito de forma a concordar com o resto.

Outra coisa interessante são os personagens. Não é possível falar com eles, mas isso não faz a menor diferença. Às vezes, é legal só parar o jogo pra poder ficar observando-os. Alguns saem de suas casas, andam, voltam. Outros ficam sentados pescando. Uma delas fica sentada numa colina em cima de um lago, olhando pra algum lugar. Não se sabe se ela está esperando alguém, vendo alguma coisa, ou só sentindo o clima, mas não há necessidade de saber. São essas coisas que tornam Knytt um jogo raro e diferente de todos os outros.

Não menos importante é a música. Ela é de uma serenidade fantástica, e se mescla com a beleza dos cenários, só aumentando o valor da experiência. Recomendo que qualquer um interessado em jogar o faça com o volume bem alto.

A luz nos leva a uma peça da nave, e descobrimos que é necessário pegar todas as peças pra terminar o jogo. Depois de um tempo, fica evidente que a graça não está no objetivo, e sim na jornada para chegar até ele.

Depois de pegar a última peça, temos que voltar até a nave, tendo mais uma chance de ver os cenários e os personagens, e sentir a beleza desse mundinho. Aí temos um final bem pequeno e rápido, exatamente como tem que ser.

Jogos Indie - Cave Story

sábado, 30 de agosto de 2008


Gênero: Shooter/Aventura/Exploração/etc.
Plataforma: Windows/Linux
Gráficos: 8 bit.
Músicas: 8 bit.

Agora vamos ao que interessa.

Cave Story é um jogo feito de amor, assim como Megaman 2. O primeiro Megaman não fez sucesso o suficiente pra Capcom mandar fazer uma sequência. Keiji Inafune, o criador da série, conseguiu autorização pra criar o segundo jogo contanto que ele trabalhasse em outros projetos ao mesmo tempo. O resultado foi o melhor Megaman de todos. Um jogo feito de amor, por mais ridícula que a frase possa parecer. Não discutam.

Cave Story foi criado por uma pessoa, durante cinco anos. Pixel, como o sujeito é chamado, começou a criar o jogo quando ainda era um estudante, e o terminou quando já trabalhava em um escritório. Segundo ele, sua vida inteira tinha mudado no decorrer do processo de criação do jogo.

Pixel trabalha com desenvolvimento de software, em coisas que não têm nada a ver com jogos. Ele vai pro trabalho de bicicleta, e quando volta cuida da família e da casa. Tarde da noite, ele senta na frente do computador e trabalha mais um pouquinho no seu jogo. Cinco anos.

Por isso, Cave Story é um jogo feito de amor. Amor por jogos e pela criação.

O jogo é imenso. Tem uma variedade de mapas cujo número eu não lembro ao certo, incluindo dois ou três secretos. Três finais diferentes. Nove armas bem balanceadas, mas limitadas a cinco por jogo, dependendo das decisões do jogador. Uma história bonita, bem-feita, pequena, com um cheiro de "história de videogame antigo", mas com mais sofisticação e personalidade. Como se alguém pegasse um daqueles panos de fundo e resolvesse transformar em uma história de verdade, que pudesse ser apreciada.

Mas, na verdade, isso pouco importa. Uma avaliação tradicional diria o que eu disse acima, dividido em uns cinco parágrafos, achando que isso ia conseguir passar o que o jogo é. Cave Story não precisa disso. Eu o joguei duas vezes, e em ambas esqueci de tentar pelo menos perceber o que tornava o jogo tão bom. Enquanto eu tentava passar da área secreta, à noite, eu percebi uma coisa interessante: o jogo me puxou de tal forma que o que tornava ele bom já não importava mais. O que importa é só tudo que esse jogo representa, e o fato dele existir.

Se você gosta de jogos, jogue Cave Story. Se você não gosta, jogue assim mesmo. É capaz de você perceber a razão de nós gostarmos.

Cara, cinco anos. Amor, indeed.

Jogos Indie - Introdução

terça-feira, 8 de julho de 2008

N, um jogo indie que contém ninjas e ouro. Precisa mais?

Esse post é a introdução de uma série sobre jogos indie que eu vou escrever pro Randão. A cada post, vou falar de um jogo ou uma série de jogos indie, fazendo uma avaliação (sem nota, isso é babaquice).

Quando falamos de games, é normal pensarmos nos jogos das grandes empresas. Alguns pensam no "wing eleven", outros em Street Fighter, Tekken e Soul Calibur, outros na série Final Fantasy. Porém, muitos não conhecem o "sub-mundo" dos jogos, os jogos independentes, mais conhecidos como indie. Favor não confundir o indie de jogos com o indie da música. Diferente das bandas indie, os jogos indie não são uma merda.

Há muito tempo atrás, na época da galáxia distante, do Space Invaders e do Tetris, os jogos eletrônicos eram criados de uma forma bem diferente da atual: um sujeito, trancado num porão cheirando a mofo, cheetos, coca-cola e fluidos corporais, digitando com os dedos engordurados num teclado, progravama em uma tela preta. É normal que os jogos indie sejam feitos de uma forma parecida, só que com tecnologia mais avançada e sem camisas quadriculadas (...eu acho). Claro, há também a categoria de jogos indie feitos por empresas.

E aí você se pergunta: "Tá, mas o que tem esses jogos indie que os jogos feitos por grandes empresas não tem?", e eu respondo: principalmente liberdade criativa. Em grandes empresas, o sujeito do cheetos supracitado não pode apresentar um projeto sobre uma minhoca gigante que engole pessoas no deserto sem os executivos pensarem duas coisas, em ordem aleatória, dependendo da ambição do mesmo: "...WTF?" e "Isso vai me dar dinheiro?".


Death Worm: uma minhoca gigante controlada pelo jogador + pessoas = sucesso

Claro que projetos criativos são financiados pela indústria, mas são relativamente raros, e feitos em sua maioria por caras que tem moral (Hideo Kojima é um exemplo). A indústria está soterrada de "continuações" que consistem no jogo anterior com pequenas alterações nos gráficos e times novos (estou falando de você, Madden) e jogos formulaicos (estou falando de vocês, 2103128932 rpgs japoneses genéricos, FPS's de "Space Marine" e da Segunda Guerra Mundial).

Os jogos indie se propoem a reviver aquele ar de novidade e criatividade que existia nos jogos mais antigos. Alguns deles também visam aproveitar melhor as possibilidades da mídia, saindo daquela coisa de "games como filmes" e partindo pra interatividade de verdade.

Um problema relativo é a falta de financiamento, o que faz com que esses jogos não tenham gráficos tão bons quanto os da indústria "real". Existem exceções, a maioria feitas por empresas, mas muitos jogos indie escolhem ir ou pelo terreno da nostalgia (gráficos pixelados, 8-bit) ou pela arte (cenários e personagens desenhados).

Em termos de gênero, temos muitos jogos de plataforma e tiro, mas a variação é bem grande. Gêneros mais desconhecidos como Interactive Fiction (jogos de texto) e roguelike (andar por dungeons feitas de texto. é, texto.), entre outros, são muito bem representados, e existem comunidades grandes que tratam só deles. Outro desses gêrenos diferentes é o de Physics, que tem a física como fator predominante, e tem como maior representante o The Incredible Machine. Um dos mais novos e famosos desse gênero é o Crayon Physics, que pede ao jogador para desenhar coisas na tela para fazer uma bola tocar uma estrela (???).


Crayon Physics: o jogador desenhou a rampa azul, a barra vermelha e a bolona azul.

Nos próximos posts, vou tentar escolher os melhores jogos indie, passando por vários gêneros. O próximo post será sobre um jogo de plataforma chamado Cave Story, um dos mais famosos e adorados da comunidade indie.