
Gênero: Shooter/Aventura/Exploração/etc.
Plataforma: Windows/Linux
Gráficos: 8 bit.
Músicas: 8 bit.
Agora vamos ao que interessa.
Cave Story é um jogo feito de amor, assim como Megaman 2. O primeiro Megaman não fez sucesso o suficiente pra Capcom mandar fazer uma sequência. Keiji Inafune, o criador da série, conseguiu autorização pra criar o segundo jogo contanto que ele trabalhasse em outros projetos ao mesmo tempo. O resultado foi o melhor Megaman de todos. Um jogo feito de amor, por mais ridícula que a frase possa parecer. Não discutam.
Cave Story foi criado por uma pessoa, durante cinco anos. Pixel, como o sujeito é chamado, começou a criar o jogo quando ainda era um estudante, e o terminou quando já trabalhava em um escritório. Segundo ele, sua vida inteira tinha mudado no decorrer do processo de criação do jogo.
Pixel trabalha com desenvolvimento de software, em coisas que não têm nada a ver com jogos. Ele vai pro trabalho de bicicleta, e quando volta cuida da família e da casa. Tarde da noite, ele senta na frente do computador e trabalha mais um pouquinho no seu jogo. Cinco anos.
Por isso, Cave Story é um jogo feito de amor. Amor por jogos e pela criação.
O jogo é imenso. Tem uma variedade de mapas cujo número eu não lembro ao certo, incluindo dois ou três secretos. Três finais diferentes. Nove armas bem balanceadas, mas limitadas a cinco por jogo, dependendo das decisões do jogador. Uma história bonita, bem-feita, pequena, com um cheiro de "história de videogame antigo", mas com mais sofisticação e personalidade. Como se alguém pegasse um daqueles panos de fundo e resolvesse transformar em uma história de verdade, que pudesse ser apreciada.
Mas, na verdade, isso pouco importa. Uma avaliação tradicional diria o que eu disse acima, dividido em uns cinco parágrafos, achando que isso ia conseguir passar o que o jogo é. Cave Story não precisa disso. Eu o joguei duas vezes, e em ambas esqueci de tentar pelo menos perceber o que tornava o jogo tão bom. Enquanto eu tentava passar da área secreta, à noite, eu percebi uma coisa interessante: o jogo me puxou de tal forma que o que tornava ele bom já não importava mais. O que importa é só tudo que esse jogo representa, e o fato dele existir.
Se você gosta de jogos, jogue Cave Story. Se você não gosta, jogue assim mesmo. É capaz de você perceber a razão de nós gostarmos.
Cara, cinco anos. Amor, indeed.
Jogos Indie - Cave Story
sábado, 30 de agosto de 2008
Postado por Uzuki às 16:42 1 comentários
Chuta-Bundas
sábado, 16 de agosto de 2008
Kick-Ass, pra quem não sabe, é uma HQ (muito foda, diga-se de passagem) escrita por Mark Millar e desenhada por John Romita Jr. Publicada pela Marvel, Kick-Ass conta a história de um adolescente punhet..er..nerd, viciado em HQs, que resolve se vestir como um super herói e ir combater o crime. "NOSSA QUE ORIGINAL HEIM VÉI! NUNCA VI ISSO ANTES!". Tá, se ele tivesse poderes de aranha ou algo do tipo seria cliché, mas o TCHANS da HQ é justamente o fato dele não ter poder nenhum e apanhar feito um cão sem dono nas duas primeiras edições.
E como pessoal viu que fazer filme de HQ dá dinheiro, um filme de Chuta-Bunda já está confirmado pelo Millar, que fez um MySpace com um videozinho viral reproduzindo uma das cenas da segunda HQ. O diretor e produtor vai ser Matthew Vaughn - que levantou TRINTA MILHÕES DE DÓLARES do próprio bolso pra fazer o filme ir pra frente. Com isso já dá pra saber que o filme vai ser uma produção independente, porque os estúdios ficaram cheios de frescurite com a violência em excesso e a (falta de) idade do protagonista.
De acordo com o Hollywood Reporter o ator Christopher Mintz-Plasse está negociando sua entrada pro filme, mas não como o protagonista... Pra quem não conhece o infeliz pelo nome, ele é o cabeçudo que faz o McLovin, de Superbad.
Postado por Felipe Cortizo às 09:17 4 comentários
Batman: Asilo Arkham
quarta-feira, 13 de agosto de 2008
Bem, a EA tá fazendo um jogo do Batman. Óbvio que com um filmaço daqueles, o mínimo que eles podiam fazer é arrumar um dinheiro em cima.
Acontece que a Eidos resolveu lançar o Batman deles também. Explico: a EA tem os direitos sobre os filmes, a Eidos sobre as HQs.
E qual o nome do jogo novo? Batman: Arkham Asylum.
Leia de novo.
Batman: Arkham Asylum.
Quem lê HQs sabe que Asilo Arkham é uma das coisas mais foda já inventada pela galera dos quadrinhos - Grant Morrison + Dave McKean = very, very good stuff.
Especulemos sobre isso: gráficos baseados no estilo bem peculiar de desenho do McKean, boss battles com cada um dos inimigos do Batman que aparecem na revista...
Imagina jogar com aquele Batman psicopata doidão, com o jogo explorando a idéia de que no fim das contas ele é o mesmo que os seus inimigos.
Favor ejacular fora do recinto.
Postado por Uzuki às 18:13 3 comentários
MK VS DC
quinta-feira, 7 de agosto de 2008
De acordo com a Caixa-Mágica, a Midway anunciou que também farão parte da surub... digo, do jogo Mortal Kombat VS DC Universe os seguintes personagens: Kitana, Jax, Curinga e Lanterna Verde. Os dois primeiros todo mundo já conhece, o Lanterna Verde deve ter golpes legais, mas o Curinga?! Que diabos o Curinga vai fazer lutando contra o Scorpion?! O jeito é esperar pra ver. Enquanto isso, dêem uma olhadinha no trailer do jogo:
TRAILER, já que o youtoba não quer aparecer aqui por bem.
Postado por Felipe Cortizo às 12:19 1 comentários
Hot Fuzz - uma ode ao Cinema de verdade
quinta-feira, 31 de julho de 2008
O filme conta a história de um policial londrino chamado Nicholas Angel, um dos “melhores no que faz”. Após se esfaqueado por um papai noel (numa ponta do diretor Peter Jackson), seus superiores decidem transferi-lo para uma cidadezinha pacífica do interior, chamada Sandford. O motivo? Angel era tão bom no seu trabalho que fazia seus colegas parecerem incompetentes. Para piorar sua situação, sua namorada (numa outra ponta, agora de Cate Blanchett) ainda decide terminar a relação, já que Nicholas só dá atenção ao seu trabalho. Já transferido para Sandford, surge seu novo parceiro: Danny Butterman, um completo idiota, que está por lá apenas porque seu pai é chefe de polícia. Porém, Nicholas Angel logo irá descobrir que por trás da apática Sandford existem muitos segredos ocultos.
Todo esse enredo é calcado em diversas piadas hilárias. Os diálogos são afiados e todo o filme tem um clima absurdo hilário. Porém, o maior mérito de Hot Fuzz, é que ele não só é uma paródia, mas também um excelente filme de ação, utilizando todos os clichês do gênero em seu benefício (diferente de Showtime por exemplo, que possui o mesmo objetivo, porém fracassa miseravelmente). E parece que os criadores não se esqueceram The Shaun of the Dead, já que o filme possui partes bastante sangrentas, não tendo medinho de censuras altas, como os filmes de hoje em dia.
Ok.
Pode ser que esse review não lhe tenha convencido ainda. Mas existe algo que fará:
Postado por Gabriel Jacobi às 23:29 0 comentários
IMHO: Malvados
sábado, 26 de julho de 2008
A primeira webcomic que eu li enquanto ainda era uma criança inocente (e li por tabela, enquanto ficava vendo meu primo desbravar a internet com um K6 II) foi Malvados, do André Dahmer. Eu lembro que demorei pra conseguir diferenciar o Malvadinho do Malvadão e não vi muita graça nas piadas que consegui ler enquanto tentava acompanhar a velocidade de leitura do meu primo, que na época eu considerada dinâmica por ele ser 4 anos mais velho que eu.
Ok, você deve estar se perguntando o que diabos esse relato sobre minha primeira vez (ui) e a superioridade do meu primo na época tem a ver com o assunto, não é? É o seguinte, durante a minha viagem eu me deparei com o livro Malvados, lançado pela Desiderata, selo da editora Agir. Me lembrando de todas as vezes que eu revisitei o site depois da minha infância, de todas as tirinhas carregadas de humor ácido, direto, negro e ao mesmo tempo cativante, comprei o bendito livro. Planejei lê-lo somente quando voltasse pra casa, mas já no hotel comecei a folhear algumas páginas enquanto não fazia nada: nas idas ao trono, na rodoviária esperando o ônibus... Quando dei por mim as 112 páginas já tinham ido pro saco, tanto as tirinhas quanto o prefácio, assinado pelo cartunista Nani.
"AE OTÁRIO! GASTOU DINHEIRO COM ALGO QUE TEM DE GRÁTIS NA INTERNET!!111" - Se você pensa assim, pare de ler esse post e vá se afogar no vaso sanitário mais próximo. Além do gostinho de ter algo no papel, que é de boa qualidade, num formato decente e com um preço justo, (R$27,90 no Submarino, vão lá e comprem, seus inúteis!) Malvados oferece mais de 100 páginas lotadas de críticas bem direcionadas, humor inteligente e ao mesmo tempo acessível e uma overdose de sarcasmo e ironia.
Postado por Felipe Cortizo às 13:50 1 comentários
"Mas cara, o 360 não tem FFXIII..." NOT
segunda-feira, 14 de julho de 2008
Sonystas, chorem.
Quentinho da conferência da Microsoft na E3: Final Fantasy XIII vai sair pra XBox 360. Mas FFXIII não era exclusivo? Tomem, istas.
Agora só falta sair uma versão especial de MGS4 pra 360 com mais de 200 horas extras de cutscenes pra causar suícidios em massa de sonystas...
Fonte: Kotaku
Postado por Uzuki às 17:36 0 comentários


